Transplante de Córnea em Curitiba

Transplante de Córnea em Curitiba

A córnea é a membrana transparente que fica posicionada na parte anterior do globo ocular. Ela possibilita a entrada de luz em nossos olhos, a fim de que a retina capture as imagens que nós vemos. Para que isso aconteça é necessário que a córnea esteja com sua transparência e curvatura natural em perfeito estado.

Quando isso não acontece (devido a algumas doenças oculares) ocorrem danos ao bom funcionamento da visão. Nesses casos pode ser indicado o transplante, que se baseia em substituir a córnea pouco funcional por uma doadora saudável.

Transplante de Córnea

Para corrigir essa dificuldade da visão em casos em que haja ceratocone severo, por exemplo, ou em outros casos em que exista dano na córnea, é indicado o transplante de córnea, um procedimento no qual substitui-se a córnea danificada por outra saudável de um doador.

Essa substituição corneana pode ser total (ceratoplastia penetrante) ou parcial (ceratoplastia lamelar).

Devido aos grandes avanços tecnológicos, o procedimento apresenta altos índices de sucesso com baixa taxa de rejeição, sendo capaz de melhorar a visão de pacientes que possuem alguma deficiência visual causada por doença corneana.

As técnicas para o transplante de córnea são:

Transplante penetrante (tradicional)

Nessa técnica é feita a substituição completa da córnea. Na cirurgia são dados pontos, que poderão ser retirados a partir três meses, porém não todos de uma só vez. Todo o processo demora em média 12 meses para estabilizar.

Transplante de endotélio (DMEK)

Esse procedimento não requer a retirada total da córnea.  Remove-se apenas o endotélio e a membrana descement (parte interna da córnea) quando essas partes estão prejudicadas. O pós-operatório é mais rápido que o de técnica penetrante e há menor risco de rejeição, infecção e suceptibilidade ao trauma, sendo mais seguro.

Transplante lamelar (DALK)

Quando a parte interna da córnea (endotélio) se encontra em bom estado, essa técnica pode ser mais adequada, pois são retiradas apenas as camadas anteriores (epitélio, camada basal e estroma). Esse procedimento proporciona menor risco de rejeição.

Cuidados pós-operatório

Comumente, o transplante pode ser realizado de forma ambulatorial, utilizando-se anestesia local ou geral, dependendo de fatores como o estado clínico, idade, duração do procedimento e da escolha do cirurgião.

No transplante de córnea existem alguns cuidados pós-operatórios,que precisam ser garantidos, objetivando reduzir possíveis riscos:

  • Utilizar o oclusor, pois ele irá proteger o olho após a cirurgia.
  • Repousar e manter os olhos fechados durante o primeiro dia.
  • Utilizar somente a medicação prescrita pelo médico (colírios, medicamento de uso oral, etc), durante todo o período recomendado para a recuperação, com o intuito de evitar dores, infeções e edema.
  • Não molhar o curativo nem esfregar ou coçar a região dos olhos.
  • Evite ambientes empoeirados ou com fumaça (poluição). Seu olho está sensível!
  • Evitar a realização de esforços durante os primeiros 7 dias após o transplante.
  • Não dirigir até a aprovação do médico para realizar a tarefa.
  • Estar atento aos sinais de rejeição: dor ocular, diminuição da visão, olho vermelho ou sensibilidade excessiva à luz.
  • Ter paciência, uma vez que o processo de cicatrização e recuperação é lento e está diretamente ligado aos cuidados que o paciente tomará durante esse período.

Após o transplante de córnea, o tempo necessário de repouso para a total recuperação depende de cada paciente. Na maioria dos casos, um mês de repouso é suficiente.

É importante saber que nos primeiros dias sua visão poderá se apresentar de maneira reduzida, melhorando paulatinamente após algumas semanas.

Exames oftalmológicos de rotina visando detectar complicações pós cirúrgicas devem ser realizados durante o primeiro ano pós-transplante.

Indicações do Transplante de Córnea

O transplante de córnea, é indicado em casos em que a curvatura da córnea apresenta-se bastante acentuada, não sendo possível a correção através do uso de lentes de contato, inserção de anéis ou cross-linking, podendo trazer benefícios para portadores de diversas patologias que envolvem a córnea, dentre as quais podemos citar:

  • Ceratocone (responsável pela maioria das indicações de transplantes de córnea)
  • Degeneração marginal pelúcia (doença semelhante ao ceratocone)
  • Patologias congênitas, como a distrofia de Fuchs
  • Ceratopatia Bolhosa
  • Ceratoglobo
  • Córnea Guttata
  • Perfurações oculares
  • Leucomas (opacidade da córnea), relacionados a traumas, infecções por herpes, distrofias, ou ainda, causadas por queimaduras ocasionadas por agentes químicos.

Rejeição da Córnea Transplantada

Como todo procedimento cirúrgico, o transplante de córnea está sujeito a problemas como infecções, inflamações ou sangramento. Porém, com o aperfeiçoamento das técnicas cirúrgicas aliado ao aprimoramento em métodos de captação e preservação corneana, a possibilidade de complicações após o transplante vem sendo reduzida de forma bastante significativa e muitas pessoas estão se beneficiando do procedimento.

Existem riscos de rejeição, que pode se manifestar com redução abrupta ou progressiva da visão, além de sintomas como: dor ocular, vermelhidão e sensibilidade excessiva à luz.

Tratamentos sistêmicos e colírios costumam controlar a rejeição, interrompendo o processo e evitando a necessidade de novo transplante.

Transplante de Córnea em Curitiba

Mestre e Doutor em Cirurgia, concluiu sua formação em Medicina e Oftalmologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com pós graduação na Cleveland Clinic – EUA. É professor e médico oftalmologista da UFPR, atuando no ensino das cirurgias de catarata aos residentes da UFPR.

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